Os fundos de previdência complementar aberta receberam, no primeiro semestre de 2010, R$ 19,838 bilhões em aplicações, com aumento de 18,7% em relação aos R$ 16,719 milhões registrados no mesmo período de 2009. O patrimônio desses fundos atingiu R$ 190,56 bilhões em junho de 2010, 21,52% mais do que em igual mês do ano anterior, quando o valor acumulado era de R$ 156,82 bilhões, de acordo com dados da Fenaprevi ((Federação Nacional de Previdência Privada e Vida).
O destaque de crescimento continua a ser o VGBL, com expansão de 22,2% e contribuições de R$ 15,598 bilhões nos seis primeiros meses de 2010. Em período idêntico do ano anterior, foram arrecadados R$ 12,763 bilhões. A seguir, o PGBL aparece com aumento de 14,8% das arrecadações, que somaram R$ 2,561 bilhões contra R$ 2,232 bilhões, no mesmo comparativo.
Por outro lado, os planos tradicionais de previdência complementar aberta tiveram queda de 3,1% nas arrecadações, que totalizaram R$ 1,523 bilhão frente a R$ 1,572 bilhão. Os demais planos (Fapi, PRGP, VGRP, entre outros) registraram aumento de 2,5% nas arrecadações, que chegaram a R$ 156 milhões contra R$ 152 milhões.
Os resultados da previdência complementar aberta, no primeiro semestre de 2010, mostram a seguinte participação de cada “família” de planos no patrimônio total acumulado:
| Plano | Participação |
| VGBL | 78,6% |
| PGBL | 12,9% |
| Planos tradicionais | 7,7% |
| Demais planos (Fapi,PRGP e VGRP) | 0,8% |
Nos últimos anos, a rentabilidade dos fundos dos planos de previdência foi favorecida por juros reais elevados nas aplicações de renda fixa e valorização das ações. Na eventualidade de queda de juros, a tendência dos gestores das carteiras desses fundos é direcionar parcela maior do seu patrimônio para renda variável. Caso esse cenário se concretize, os participantes deverão acompanhar com mais atenção a rentabilidade obtida pelos gestores dos fundos, porque dela resultará a sua remuneração.
Tabela 1
Tabela 2